junho 11, 2017 protagonistas

MUDANÇAS E MEDOS

Tudo muda num piscar de olhos.

O mundo muda.

Eu também mudei muito.

E o que temos pra hoje?

Sempre novidades. Muitas.

Você pai, mãe ou quem quer que esteja lendo este artigo me responda?

Você mudou?

Eu acredito que sim mesmo que você não perceba.

Mesmo que não saiba o que mudou?

Porque tantas perguntas e questionamentos?

Eu estou em um ciclo novo da minha vida.

A cada dia percebo o quanto mudei e mudou a cada fato novo que enfrento nessa fase diariamente.

Você deve estar se perguntando e o que isso interessa para nos?

Compartilhamento e provocando  nesse blog reflexões.

Pensando como fica tudo isso para minha filha, ou para as pessoas, jovens, crianças, e até bebes com síndrome de down?

Como ficam diante desse mundo de novidades, de super novidades, bombardeados de tantas coisas novas a cada dia.

Como se comportam?

A primeira reação com certeza que temos é de protegê-los, de poupar, de preservar de tanta coisa nova a cada momento.

Mas poupar do que? por que?

Eles precisam viver.

Viver de verdade

Fazer parte do que estamos vivendo diariamente, seja um ciclo normal e pacífico do dia-a-dia ou seja um de turbulência e com muitas mudanças.

Filosofando. Nada disso.

Estou vivendo neste momento essas mudanças e é claro que Larissa junto.

Ela tem nos surpreendido a cada dia com força e coragem de enfrentar um mundo novo.

Mudamos de cidade, de estado onde criamos raízes por 20 anos e onde ela nasceu.

Todo um universo que ele estava acostumada foi transformado em um mundo novo de desafios e novidades .

O que fizemos?

Envolvemos  ela em tudo

Contamos tudo desde o dia da decisão e explicamos o porquê, como e quando ia acontecer a mudança .

Começamos a criar as oportunidades dela  participar de tudo e vivenciar conosco a fase de preparação do corpo e da alma.

Montar, desmontar e arrumar.

Não é nada fácil.

Caminhos novos, pessoas novas, trânsito, meios de transporte novos, andar a pé, tomar metrô, escolher uma nova escola , conhecer novos professores , terapias novas, grupos novos.

Para nós tudo isso é muito difícil,  quanto mais para uma adolescente com síndrome de down?

Isso tudo nos remete a emoções diversas, perdas, respeitar o tempo, chorar junto, ouvir, e também novidades surpreendentes com alegrias, família junto e os ganhos dessa mudança.

Assim é a vida de todos nós, de nossos filhos comuns que passam as mesmas dificuldades e da mesma forma, porém muitas vezes não vemos dessa forma e queremos proteger, poupando, não envolvendo, não fazendo participar, não conversando.

Assim caminhamos nesse momento.

Conversando e nos apoiando, um dia de cada vez.

Mãe e filha companheiras nessa viagem diária de crescimento.

Gislene Morais

 

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