junho 21, 2017 protagonistas

NOVIDADES E RESISTÊNCIAS

 

 

A demanda de atividades para nos pais fazermos diariamente, semanalmente e a toda hora nos deixa assustados e com inúmeras resistências.

Porque?

O mundo nos exige um rol imenso  de habilidades para darmos conta de criamos filhos preparados para serem os melhores.

Melhores?  Do que?  Para que?  Onde?

Temos que ter habilidades de professores, terapeutas, psicólogos, cozinheiro, nutricionista, educador físico, etc e tal.

Esse tal foi o mais legal.

Porque no meio de tanta carga esquecemos  de quem somos na vida real e na realidade nua e crua.

Esquecemos como – até de comer,  de cuidar da gente, de respirar, de ouvir nosso coração, de dar vez e voz para nossa vida pessoal, nossos desejos.

Essa frase me faz revisar a mim mesmo ao  escreve-la e ver o quanto sou demandada, mas muitas vezes por mim mesma e ser exigente.

Essa exigência nos é colocada externamente, mas muito internamente também.

O mundo cobra e nós cobramos muito de nós mesmas.

Eu vejo o quanto os pais sofrem por necessidades que não existem, de coisas que são feitas por serem feitas e sem serem analisadas.

Assim me encontro nesse exato momento nessa fase de revisar o que devemos priorizar.

Tenho dois filhos – Leonardo e Larissa, um chamado de comum e outra de down.

Fazemos tantas coisas sem perguntarmos para que e porque e sem envolvermos nossos filhos nas escolhas e opiniões ou discussões.

O ideal é conversar, conversar e conversar.

Mas como – não temos tempo – são tantas novidades no nosso dia a dia.

E mais ainda as resistências de dar espaço para o desconhecido, a afetividade – o amor – e porque não dizer – as diferenças – divergências e discussões.

Isso muitas vezes impede de termos tempo necessário nosso e do outro – nesse caso ouvir o que o filho, a filha quer e quer te dizer – quer ser ouvido , ouvida e discordar – medo das resistências que não nos damos conta que temos.

Gente  não acho nada fácil isso e estou vivendo diariamente esse momento nesse ciclo novo que me encontro de convivências e ouvir, escutar, mudar, colocar em pratica, errar e fazer de novo porque não entendi.

Mas como. Isso mesmo. Muitas vezes não entendo o caminho a seguir e erro.

Exemplo – fazer um passeio e o mesmo ser decidido a quatro vozes diferentes. Nossa que bobeira, não agradar a gregos e troianos não é um caminho fácil, mas porque – há algum tempo temos exercitado, na verdade há anos o envolver a Larissa em tudo que fazemos, mas adolescente e em um local novo e com opções novas, tudo muda, então é voltar o filme e zerar tudo e dar de novo a atualizada no programa – vamos ouvir e escutar e ouvir e escutar e ouvir e escutar de verdade. Enquanto vemos em mesas diversas de restaurantes e lanchonetes  famílias  com cada um em seu celular, em locais em geral e até dentro de casa, essa raridade é para ser treinada diariamente e quando um esquece vem o outro e avisa e Larissa mais ainda – Larga o celular – Esses dias atrás em uma reunião de família minha irmã começou a rir e disse vou gravar Larissa e colocar no whataspp para alertar.

Novidades são muitas e as Resistências mais ainda.

Então vamos ouvi-las.

Gislene Morais

 

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